Um mundo belo e algo novo a ser descoberto em Istambul

Na chegada a Istambul, havia uma expectativa e esta foi alcançada. Parecia um sonho das mil e uma noites com os recortes das mesquitas em contraste com o céu alaranjado do entardecer. Pela primeira vez, fiquei feliz em chegar a um lugar numa hora específica. Foi um impacto ver as torres fininhas que se espalhavam por toda a cidade e que davam a nítida impressão de ser um desenho de tão perfeitas.

Naquele momento, dei-me conta, de modo definitivo, que o mundo era belo e que sempre havia algo novo e inesperado para ser descoberto. Foi um jeito bonito que Istambul escolheu para nos dar as boas-vindas.

De táxi, que era bem barato, chegamos ao hotel recomendado pelos espanhóis do trem. Era bem central, exatamente onde queríamos que fosse. Resolvemos comer algo por ali mesmo e, como estávamos muito cansados, logo depois fomos dormir…

No dia seguinte, tomamos o café no quarto com as compras que havíamos feito em Atenas e depois saímos. Primeira parada: casa de câmbio para trocar dinheiro. Não tínhamos um centavo em liras turcas. Era impressionante, pois eram “centenas” de notas por alguns poucos dólares. As notas variavam de tamanho, entre pequenas, mínimas, médias, notas do mesmo valor, porém completamente diferentes uma da outra, até mesmo em dimensões. Era necessário prestar atenção o tempo todo para não errar.

Como de costume, apesar de não ter dito às meninas, ria ver a atração mais marcante da cidade e, pelo que aprendera com os espanhóis, seria a Hagia Sofia. Assim que chegamos diante daquela belíssima obra-prima arquitônica, eu disse:

– Esta mesquita é considerada uma das mais belas e mais importantes do mundo – mostrando um ar de superioridade, como se entendesse tudo sobre Istambul.

Lembrei-me de Roma, quando me senti um verdadeiro guia de turismo para as americanas na parte antiga da cidade. Contudo, dessa vez não deu certo. As meninas me sacanearam, dizendo que eu havia decorado essa frase com os espanhóis no trem. Um pouco frustrado e com um sorriso maroto nos lábios, concordei.

Depois, expliquei que deveríamos nos separar para que eu pudesse tirar as minhas fotos em paz. Como aficionado dessa arte, me demoraria procurando vistas diferentes e especiais e, para não aborrecê-las, o melhor seria encontrarmo-nos um pouco mais tarde. Concordaram de imediato e saíram serelepes, enquanto eu fui em busca do ângulo perfeito. Em menos de dez minutos estavam de volta. Disseram que foram assediadas de um modo muito direto e estavam com medo de ficar sozinhas. Preferiram ficar comigo, mesmo tendo de esperar que eu fizesse minhas fotos.

Foi ali que notei que Claudia estava de collant. Fui obrigado a criticá-la, embora a Turquia fosse um país onde o moderno e o tradicional convivessem bem, onde havia mulheres de véu e cobertas até os pés e, ao mesmo tempo, tinha moças vestindo jeans, camisetas e roupas mais ocidentalizadas. Agora, usar um collant vermelho delineando o seio farto e uma calça apertada, era demais. No final, caminhamos juntos, sem que eu mudasse meu jeito de ver e apreciar o monumento.

De lá, fomos até o Grand Bazaar. Definitivamente, era o paraíso das mulheres consumistas. Havia todo tipo de quinquilharias que jamais vira em toda minha vida.


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