Marcas de prestígio são econômicas na oferta de test-drive para jornalistas

ao contrário das fábricas que produzem carros de volume e precisam massificar a divulgação de seus produtos. O primeiro Bentley que dirigi, porém, foi um dos carros mais fáceis de conseguir que já experimentei.

A facilidade talvez se deva ao fato de eu ter pedido o carro a um concessionário multimarca e não à fábrica ou a um importador oficial. E também por esse revendedor estar na Califórnia, nos Estados Unidos. Lá um Bentley não é um carro tão raro como no Brasil.

Como estado mais rico do país e com uma economia que sozinha fica entre as maiores do mundo, a Califórnia tem as, mas enfeitadas por vários carros de luxo e superesportivos, como Bentley, Porsche e Ferrari, entre outros. Mas, ainda assim, um Bentley é sempre um Bentley, um carro exclusivo, cobiçado e capaz de arrastar olhares por onde passa, onde quer que esteja.

Naquela época, eu morava na Califórnia e trabalhava como jornalista freelancer para revistas e jornais brasileiros. Escrevia de tudo, turismo, saúde, mas, principalmente, automóveis. Entrei na loja e me apresentei. Falei que era jornalista e que gostaria de experimentar o Bentley Azure, que estável exposto no showroom, para produzir um texto sobre o carro para uma publicação brasileira. Foi o suficiente. O vendedor – não sei exatamente se ele era vendedor, gerente ou dono da loja – abriu a gaveta da mesa, tirou um chaveiro com as chaves do carro e me entregou.

Sem perguntar nada. Agradeci, entrei no carro, regulei o banco e os retrovisares e saí. Confesso que não esperava tanta facilidade, por isso, resolvi não demorar na avaliação.

Escolhi o Azure porque sempre gostei desse carro. Conversível e elegante, ele foi desenhado pelo estúdio Pininfarma. Para mim, ele reunia o requinte e a sofisticação da marca com o visual leve e comportamento esportivo, garantido pelo motor 6.7 V8 Turbo. Esse teste aconteceu em 1998, mas até hoje, quando o design e os carros em geral evoluíram muito, continuo fã desse modelo. Há pouco tempo, avistei um azul-marinho na rua e fiquei admirando sua silhueta.

A primeira coisa que chamou minha atenção, assim que entrei no Azure, foi a altura do tapete de lã de carneiro, equipamento típico dos Bentley e dos Rolls-Royce. Todos os materiais à minha volta pareceram de alta qualidade, do couro macio, mas espesso dos bancos à madeira polida do painel. Em movimento, o Azure era como eu imaginava. Ele roda com suavidade e silêncio, mas com um impulso enérgico do motor, que desloca quase l litro por cilindro.


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