Visite Atenas onde o antigo e o antigo e o moderno andam juntos

Estava na Grécia, fui até a varanda e fiquei admirando o Partenon todo iluminado. Parecia bom demais para ser verdade. Um pouco depois, fui dormir, sentindo-me a pessoa mais feliz do mundo.

No dia seguinte, tomamos café separadamente. Enquanto um ia ao banheiro, outro ainda se espreguiçava, mais um subia pronto para sair e eu respirava fundo na varanda o ar de Atenas.

Apesar de um pouco decepcionado com o tempo nebuloso, não podia me queixar. Afinal, pelo menos não estava chovendo.

Enquanto caminhávamos até a Praça Omonia, a discussão girou em torno do “atraso”, pois desde quando o primeiro tinha acordado até sairmos do hotel, foram necessários cerca de 90 minutos. Anna, coitada, estava levando toda a culpa.

Para mim, tudo era festa, estava deslumbrado e divertia-me com as letras gregas. Era difícil aceitar que não conseguisse lê-las. Não dava para entender o que estava escrito nos ônibus e, por esse motivo, não poderia ir a lugar algum. Mesmo se alguém me dissesse o nome de um monumento, não poderia encontrá-lo, pois não conseguiria ler. Isso me deixava angustiado e, ao mesmo tempo, intrigado. Na verdade, os anúncios eram as únicas expressões que reconheci por causa das marcas famosas. Como para mim o atraso era um assunto irrelevante, a discussão deles me enjoou e foi me enervando a tal ponto que estourei:

– Por favor, dá parar com essa babaquice?

Com meu tom de voz, todos se calaram. Creio que nem eu esperava tanta obediência. Em seguida, continuei:

– Estamos na Grécia. É a primeira vez que venho a este lugar. Estou curtindo as letras, os cartazes, as ruas. Vamos aproveitar juntos. Apesar de estarmos habituados a viajar sozinhos, fizemos opção de, por enquanto, andarmos em grupo, por isso temos de respeitar a individualidade de cada um.

Depois, olhei para todos, esperando uma resposta, que não veio.

Em seguida, eles se entreolharam, deram de ombros, como se dissessem “Já terminou?” e tornaram a discutir.

Chegamos à entrada da Agora Antiga, um cojunto de ruínas que tem, como atração principal, a própria Acrópole, mais adiante. Ali já havia dezenas de lojinhas de suvenires perfiladas, mostrando as mesmas bugigangas. Djana e Katka se interessaram em olhar c resolvemos fazer uma pequena incursão por aquele mundo de quinquilharias.

Infelizmente, o tipo de viagem que eu estava fazendo não me permitia gastar com “supérfluos”, além de ser limitado o peso que poderia carregar em minha mochila. Contudo, prometi voltar um dia para comprar um jogo de xadrez, uma das peças de decoração mais lindas que podem existir (meus pais foram à Grécia em 1988 e, sabendo dessa minha vontade, compraram o jogo com tabuleiro e tudo mais para mim exatamente como eu queria).

Aproveitei a chance e comprei o emblema da Grécia para pregá-lo na minha bolsa de máquinas fotográficas. Esta já era a quinta bandeirinha ao longo da viagem.


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