Um magnífico passeio pelas cataratas do Niágara Falls

Ao avistarmos à plataforma de embarque, meu irmão ficou entusiasmado por descobrir que iríamos viajar no mesmo ônibus que tinha o desenho do cão que vira num filme. Era interessante como cada um tinha seus próprios sonhos e vontades diferentes. O meu tinha sido o táxi amarelo, o dele foi este desenho do cão no ônibus, que não fazia nenhum sentido para mim.

Viajamos a noite toda até Búfalo e, de lá, rapidamente chegamos às cataratas do Niágara. Ao ver a cachoeira, impressionei-me. Era magnífica. Quase sem querer, comparei-a às Cataratas do Iguaçu, que já conhecia, com dezenas de quedas e totalmente selvagem em meio à floresta. Diferente desta daqui com apenas duas quedas principais, localizada no centro da cidade. Embora preferisse Iguaçu por seu tamanho e magnitude, Niágara também era belíssima e poderosa.

O turismo explorado neste lugar era profissionalmente incomparável. Havia caminhos por cima, por baixo, no meio, de barco, de lancha, de bote, de helicóptero. Acho que até poderíamos descer a cachoeira de “barril”, mas essa aventura eu não iria experimentar… lia! Ha! Ha! Para completar, a cada ponto de observação, havia lojas de suvenires e claro que, mesmo que não quiséssemos, acabávamos comprando alguma bugiganga, ora para nossa coleção, ora para presentearmos amigos ou parentes. O dinheiro era sugado por todos os lados. Fizemos vários passeios e exploramos diversos caminhos.

Mais tarde, resolvemos passar até o outro lado da fronteira e, quando alcançamos o Canadá, eu estava feliz por pisar em um novo país. Na verdade, este seria o terceiro país de minha vida.

Primeiro o Brasil, minha terra natal – era um pouco apelativo, mas verdadeiro – segundo, os EUA e, naquele momento, o Canadá. Para um jovem de 19 anos como eu, até que estava bom.

A primeira atitude no novo país foi perguntar como se chamava a cidade onde estávamos. A resposta foi, sem tirar nem pôr: “Narfóu”. Tive de pedir para repetirem três vezes e desisti. Mais adiante, descobrimos que tinham dito “Niagara Falis”, bastante óbvio, não? A partir de então, comecei a observar os diferentes sotaques da língua inglesa.

Tudo por aqui era preparado para se tornar agradável, porém, sempre com um custo a pagar. As paisagens deste lado eram imperdíveis. A queda maior ficava bem próxima. As pessoas quase que podiam tocar a água e o barulho era ensurdecedor.

Infelizmente, não poderíamos permanecer até a noite. Vira, num postal, as cataratas iluminadas com diversas cores. Deveria ser bem bonito.

Como estava previsto, mais à tarde seguimos para Buffalo, comemos hambúrgueres e ficamos esperando o ônibus chegar. Apesar de rápida, a passagem pelas cataratas tinha valido a pena.


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