Paradise Beach e Super Paradise Beach: duas praias paradisíacas

Somente é possível chegar até elas de barco, com partida a cada meia hora. Melhor informação, impossível. Não querendo abusar, porém admirado pela simplicidade de sua resposta, perguntei sobre a noite em Mikonos, que boate ou discoteca seria a mais badalada.

Outra resposta que veio perfeita: a rua de frente ao bar onde estávamos era o que havia de melhor e o point da moda ficava na primeira esquina, do lado esquerdo, mas que só não funcionava uma vez por semana, justamente naquela noite.

Os americanos eram muito esquisitos, mas suas respostas eram completas. Um deles tinha um dente de ouro bem na frente e o outro, um brinco em forma de argola entre as duas narinas (acho que ele foi o precursor do piercing,
bastante em moda hoje em dia entre nós).

Mesmo depois de tanto abuso, não resisti tentar uma última pergunta: onde poderia encontrar uma telefônica para ligar para o exterior. Mais uma vez, a indicação foi perfeita e, para minha sorte, não se localizava muito longe dali. Não demorei muito, despedi-me dos malucos e fui telefonar.

Havia vários dias que não me comunicava com o Brasil como a saudade era grande. No fundo, o que mais queria, realmente, em contar aos meus pais sobre a Grécia, Atenas e Mikonos. Toda esta parte não constava do roteiro inicial e tinha certeza do quão orgulhoso ficariam ao saber que estive na Acrópole em Atenas e que, naquele momento, desfrutava de uma das mais famosas ilhas gregas.

Particularmente, queria que meu pai soubesse que, no dia seguinte, iria a uma praia de nudismo. A comunicação não foi muito simples: levei cerca de uma hora para conseguir falar por alguns minutos. No início, pedi que a ligação fosse feita a cobrar, mas caía a todo o momento.

Depois, resolvi pagar ali mesmo, mas a dificuldade continuou. No final, disse que poderia ser de qualquer jeito, contanto que conseguisse falar pelo menos um pouquinho. Deu certo, mas foi difícil (com a Internet tudo ficou tão mais simplificado. Nos cybercafés, pode-se conversar diariamente, sem tantos gastos.
Quanta diferença…).

Embarquei no micro-ônibus de volta à pensão, xinguei de todos os nomes os degraus que tinha para subir, mas aquela varanda, de onde se via o mar e o luar, compensava qualquer sacrifício. Mais uma vez, não pude conhecer meus companheiros de quarto, pois fui dormir antes de terem retomado e saí, no dia seguinte, antes que acordassem.

Enquanto descia, resolvi esperar pelo ônibus no meio da escadaria para não ficar coberto de poeira branca e, quando se aproximasse, assobiaria e desceria correndo. Apesar de ter sido um pouco confuso, deu certo. Não tinha a menor dúvida para onde iria: Paradise Beach.


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