O deserto branco e o banco de arguin, um mundo de desolação e beleza

O deserto Branco fica no extremo norte do deserto Ocidental (o “Deserto dos Desertos”) – uma vastidão que começa na margem ocidental do rio Nilo e segue até à Líbia, cobrindo uma área de quase 3.000.000 km. O deserto Branco é um mundo de desolação e beleza, com surpreendentes monólitos surgindo em meio ao solo de calcário e cré (ou greda).

Ao longo de milhares de anos, o vento varreu o crê mais macio, deixando para trás apenas a rocha mais dura, esculpindo-a em formatos estranhos e fantásticos. Algumas dessas formações são enormes, com até 6,l m de altura. Várias se parecem com animais e seres humanos. Durante o dia, o ofuscante brilho e o reflexo das rochas aumentam o calor do deserto, mas os monólitos também propiciam agradáveis sombras para refúgio dos inclementes raios do sol. Ao anoitecer, os pilares assumem vários tons.

À luz da lua, eles se iluminam, emergindo sobre o deserto com misterioso brilho incandescente. Entre os vários lugares dignos de nota estão a montanha de Cristal (uma rocha de quartzo com um buraco no meio) e os imensos picos Gêmeos. Incrustadas na rocha podem-se encontrar minúsculas conchas. Já o chão do deserto é coberto de quartzo e de pinta (ouro-de-tolo).

BANCO DE ARGUIN

Ao longo do litoral da Mauritânia – entre o deserto escaldante e o oceano gelado – fica uma fantástica região de pântanos marinhos e um dos maiores parques nacionais da África. Os enormes lamaçais e áreas sujeitas à ação das marés fervilham com muitos vermes, moluscos, crustáceos e outras formas de vida marinha, o que faz dessas planícies costeiras um dos mais importantes locais do mundo para a alimentação de aves.

Elas são reconhecidas pelos mais de 2 milhões de aves marinhas que ali passam o inverno. Ainda mais inacreditáveis são os 7 milhões de aves aquáticas que, em rota migratória pelo Atlântico, param para se alimentar e descansar antes de voarem mais para o sul. Banco de Arguin também abriga outros 3 milhões de aves, representadas por mais de 100 espécies de flamingos, andorinhas-do-mar e pelicanos.

Há ainda raras focas-monge e quatro espécies de tartarugas. É nessa região que acontece uma relação simbiótica única entre o homem e os animais. Nas praias das redondezas, pescadores nativos batem na superfície da água com um bastão para avisar os golfinhos, que conduzem cardumes de tainhas até à praia, onde tanto os animais quanto os homens as pescam.


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