Bsharri: o mais famoso dos bosques remanescentes, no norte do Líbano

As montanhas do Líbano já foram cobertas por vastas florestas de cedros, mencionadas na Bíblia, na Epopéia de Gilgamesh e em vários outros textos antigos. Infelizmente, hoje a maioria dessas belas árvores desapareceu; as que restaram estão restritas a apenas 12 bosques, cobrindo uma área de 1.700ha.

O mais famoso dos bosques remanescentes é Bsharri, no norte do Líbano, nas encostas de Jebel Makos 40 ou 50 anos de idade. As sementes germinam no final do inverno, quando a mistura de chuva e neve derretida é abundante.

Dizem que os cedros são as mais imponentes das árvores perenes. Elas são nativas do Líbano, dos montes Taurus da Síria e do sul da Turquia. Para os antigos fenícios, as arvores eram uma importante fonte de riqueza. Eles exportavam essa madeira resistente para o Egito e a Palestina, onde era empregada na construção de navios, templos e sarcófago para os faraós.

A resina da arvore era usada até mesmo para se escovar os dentes. As florestas foram derrubadas em grande escala por mel uma montanha pitoresca à qual se pode chegar depois de uma espetacular viagem de carro pelo vale Qadisha. Os cedros são antigos – alguns têm 1.500 anos – e chamados de Arz Ar-rab, que significa “Os Cedros de Deus”.

Eles alcançam até 30m de altura, com enormes troncos e delicados galhos sempre verdes. A forma da árvore depende da densidade do bosque. Em grupos mais densos, as árvores crescem rotas, enquanto em grupos menos densos elas produzem longos galhos horizontais, cobrindo uma grande área.

A melhor época para se visitar Bsharri é na primavera, quando o verde das árvores contrasta com a neve ao fundo. Por causa da altitude, os cedros crescem lentamente e não produzem frutos (pinhas; até seu valor comercial, apesar dos avisos dos antígos escribas contra a destruição ganandosa dos cedros).

Na verdade, na Epopéía de Gilgamesh, o alerta sobre o fim da civilização seria dado com a destruição dessas florestas. As áreas ao redor dos cedros do Líbano são a última fronteira intocada do país. Há boas oportunidades para caminhadas, com vistas para a cadeia de montanhas do Líbano.


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