Big Ben e a Tower Bridge: os dois pontos turísticos mais marcantes de Londres

Esta é a grande diferença de viajar. Em nosso cotidiano, na vida normal, existem poucos momentos que podem ser classificados como inesquecíveis. Em contrapartida, quando estamos viajando, tudo que acontece é especial e cada dia, cada acontecimento, é vivido intensamente, tornando-se eterno.

À noite, fiquei na salinha vendo TV, conversando com outros mochileiros, mas, infelizmente, sem nenhuma perspectiva nem de amizade nem de conquista. Assim, pouco depois, fui dormir. Afinal, o dia seguinte seria o primeiro grande dia em Londres…

Acordei cedo, todo contente e fui tomar o café da manhã.

Para quem estava acostumado a pão e manteiga e, no máximo, a geleia, no Brasil, o que eu estava vendo parecia almoço ou alguma coisa parecida. Não recusei nada: ovos quentes, bacon, torrada, e, quase não acreditei, tinha até feijão.

Não tive dúvida, enchi meu prato com ele. Já me “fartando” de tanto comer, percebi que aquele feijão meio branco, com aparência deliciosa, era doce. Um pouco envergonhado, forcei a barra, entretanto, não foi possível, desculpei-me e devolvi o prato quase cheio. Aprendi a lição de que jamais deveria me servir muito de algo que desconhecia.

Embora o tempo continuasse nublado, saí todo serelepe. Estava somente na dúvida de qual atração deveria visitar. Apesar de existirem diversos pontos turísticos marcantes, havia dois que considerava os principais: o Big Ben e a Tower Bridge.

Na esperança de que o tempo melhorasse nos dias seguintes, resolvi deixar o relógio de quatro faces mais famoso do mundo para quando o sol aparecesse. Entretanto, passar por debaixo da ponte levadiça mais charmosa que já tinha visto em fotos, era suficiente para considerar-me em Londres, como se quisesse ter certeza de que estava realmente na capital inglesa.

Dito e feito. Pouco tempo depois, estava atravessando e explorando essa belíssima ponte. Passei a admirá-la, principalmente, depois que um amigo me contou que, no passado, os governantes mandavam esquartejar os inimigos e penduravam â cabeça exatamente nesta ponte, mostrando ao povo o que acontecia a quem não obedecesse ao rei.

Além desse fato histórico, havia beleza em sua arquitetura antiga, além de ser pitoresca, por ser levadiça. Tirei algumas fotos, na verdade bem poucas por causa do mau tempo. Esperei muito para ver se passava algum barco que forçaria a abertura da parte levadiça, porém, descobri que a Lei de Murphy também funcionava em Londres.

Quando desisti e fui à Torre de Londres – que, para minha surpresa, não era apenas uma torre, mas um castelo que servira de prisão, um lugar de tortura e mortes macabras e que, hoje, é um museu que abriga as joias da rainha e armaduras antigas, contando um pouco da história da Inglaterra- naquele momento, notei, ao longe, a ponte se levantando…

– É!!! Fazer o quê? – pensei alto.

Para entrar na fortaleza, dei a famosa “carteirada” de estudante. Talvez conseguisse algum desconto. Lá dentro, senti-me em Londres de verdade, mais do que na própria ponte. Havia dezenas de militares vestidos de vermelho, com aquele chapei esquisito, alto e peludo.

Só poderia ser na Inglaterra. Pareciam soldadinhos de chumbo, como nos brinquedos de criança. Tirei várias fotos enquanto marchavam.. Depois, aproximei-me de um deles que estava de guarda e pedi para ser fotografado a seu lado.

Não houve a menor reação em resposta, nem positiva nem negativa. Cheguei a lembrar do marinheiro na travessia do Canal da Mancha, que, pelo menos, respondera um “sim”. Esse nem piscou. Pensei, então, que “quem não nega, confirma” e me pus a fazer caretas para obter alguma reação do soldado Nada! Sem desrespeitá-lo, tirei algumas fotos, tentando me fazer de engraçado ao seu lado. Arranquei risadas de vários turistas, mas dele nem um sorriso.


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