Baía Phang Nga: espetaculares rochedos calcários verticais na costa do mar, da Tailândia

Protegida das piores tempestades monçônicas, essa enorme e rasa baía abriga cerca de 42 ilhotas rochosas. Um espigão de rocha calcária do Permiano, extremamente fragmentado, estende-se para o oeste da Tailândia, como parte da cordilheira Tenasserim.

Originalmente composto de conchás e corais, num mar que se estende da China à ilha de Bornéu, o calcário do espigão se quebrou e ficou exposto às intempéries no mesmo evento geológico que deu origem à cordilheira do Himalaia.

A ação das ondas e a mudança constante no nível dos oceanos, combinadas com a matéria orgânica ligeiramente ácida e a erosão das chuvas, esculpiram as rochas, criando o impressionante cenário cárstico hoje encontrado na baía Phang Nga.

Com uma área média pouco superior a 1km e tipicamente cobertas por uma camada esparsa de arbustos, muitas dessas ilhas escondem maravilhas atrás de suas encostas.

Túneis escuros ao nível do mar conduzem ao interior oco das ilhas, que se abre para o céu como um anfiteatro natural, com uma lagoa de água salgada no centro e praias minúsculas e exclusivas. A tranquilidade e o isolamento desses recantos, aos quais se pode chegar usando uma canoa, são garantidos, uma vez que geralmente só é possível visitá-los durante a maré baixa.

A paisagem da baía Phang Nga fica próxima aos centros turísticos de Phuket e Krabi. Os barcos que transitam pela baía atravessam canais estreitos e manguezais suspensos, com as gigantescas saliências calcárias no horizonte.

Às vezes o denso manguezal diminui o que propicia uma vista mais impressionante da paisagem, salpicada por ilhas semelhantes a pregos. Graças à aparição no filme 007 contra o homem com a pistola de ouro, da série de James Bond, a mais famosa das ilhas é justamente Koh Tapu, ou “ilha Prego”.

– uma coluna rochosa que se eleva solitária entre as ondas e que parece prestes a tombar. No meio da baía, em Koh Pannyi, fica um vilarejo muçulmano com 500 casas suspensas, ligadas à ilha.

Por todo o lugar existem cavernas, algumas com pinturas rupestres de mais de 3 mil anos. Algumas grutas abrigam cobiçados ninhos de pássaros, que aquecem a economia local ao serem transformados em sopa.


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